Como passar de devedor para investidor em três etapas

 

Você gasta mais do que ganha? Sim, não, ou nem sabe?

É muito comum encontrar pessoas que gastam mais do que ganham e nem sequer se dão conta disso, segundo o consultor Fabio Souza e o professor da FGV-SP Samy Dana, autores do livro "Como passar de devedor para investidor – um guia de finanças pessoais" (Editora Cengage Learning, R$ 31,90).

Se sempre falta dinheiro no fim do mês ou a pessoa não consegue guardar uma parte do que ganha, a resposta é a falta de controle nos gastos.

Segundo os autores, a maior parte das pessoas não consegue saber, ao final do mês, para onde foi todo o dinheiro que ganhou. O segredo está no controle dos gastos considerados pequenos.

1ª etapa: faça um diagnóstico da situação financeira

O primeiro passo para sair da situação de devedor é fazer um diagnóstico da situação financeira. Os autores sugerem que todos os gastos – todos mesmo – sejam anotados quando acontecem, imediatamente. Essa deve ser a base para todo o trabalho que será feito a seguir.

Como controlar seus gastos

  • Guarde os comprovantes
  • A maneira mais simples de ter controle sobre esses gastos é guardar todos os comprovantes de gastos e anotá-los diariamente
  • Faça uma planilha
  • Após um determinado período, uma semana, por exemplo, esses gastos devem ser anotados em uma planilha
  • Cuidado com o dinheiro
  • Gastos em dinheiro podem ser controlados com nota fiscal ou ainda, ter sempre em mãos um pequeno bloco de papel ou planilhas no celular
  • Centavos e moedas também contam
  • Não se deve desprezar os centavos e moedas. Todos os gastos devem ser anotados com exatidão
  • Pequenos gastos, grandes despesas
  • Não ignore os pequenos gastos, que podem ser uma fonte de grandes despesas. Exemplos: lanches, estacionamento, papelaria, jornais, gorjetas, pequenos presentes

2ª etapa: entenda a renda

O segundo passo é entender melhor os rendimentos. A pessoa não deve cair na armadilha de gastar mais do que ganha ou mesmo o equivalente ao valor do salário. É preciso gastar menos do que o valor recebido após todos os descontos.

E que descontos são esses? Por exemplo: um assalariado que receba R$ 5.000, na verdade, recebe menos. Há o desconto do Imposto de Renda, do INSS, plano de saúde, vale-transporte, etc.

Se sobrarem R$ 4.000, este é o valor a ser considerado como receita. E a pessoa deve gastar menos do que isso todo mês.

Os pequenos gastos são perigosos para o orçamento, mas as despesas fixas são as grandes vilãs.

Samy Dana diz que o ideal é manter essas despesas no limite de 50% da renda. "É preciso ficar atento quando esse valor está acima disso. Se ultrapassar muito esse limite, é hora de rever os gastos para baixo e até mesmo diminuir o padrão de vida", diz.

6 dicas para diminuir as despesas fixas

  1. Alimentação - Alimentação é um dos principais gastos. Comer fora em restaurantes caros ou comprar sempre produtos prontos pode pesar no orçamento.
  2. Carro - Carro é outra despesa grande. Só entre num financiamento se o carro for utilizado para aumentar a renda. Se for apenas para passeio, poupe para comprar o carro à vista. Prefira um modelo mais barato na primeira compra. Considere os gastos adicionais com estacionamento, IPVA, seguro e manutenção
  3. Condomínio - Se o condomínio do prédio é alto, considere trocar de apartamento ou fazer parte do conselho de administração para tentar diminuir as despesas
  4. Escola - Escola é investimento para obter melhor renda no futuro, mas estudar em boas escolas não significa necessariamente estudar nas mais caras. Levar lanche de casa e escolher uma escola mais próxima para diminuir gastos com transporte são boas ideias
  5. Imóvel - Se mora de aluguel, deve considerar a possibilidade de financiar uma casa para ter um imóvel próprio. A melhor opção é fazer um planejamento de longo prazo e aplicar o valor exato para que seja possível comprar um imóvel à vista ou dar uma boa entrada
  6. Telefone - Telefone é outro gasto importante. Certifique-se de que tem o plano adequado às suas necessidades. Use comunicação pela internet e mensagens. Verifique se vale a pena ter um telefone fixo e outro celular

3ª etapa: comece a investir

Após três meses de controle rígido dos gastos, os autores acreditam que será possível ter uma boa ideia de como e onde gasta e também deve começar a sobrar algum dinheiro para investir.

O primeiro objetivo é formar uma reserva de emergência, que deve equivaler de 6 a 12 vezes o valor do gasto mensal. O segundo, criar um plano de aposentadoria ou independência financeira, equivalente a pelo menos 10 anos de gastos.

Para a reserva de emergência, deve-se aplicar em investimentos de baixo risco e alta liquidez, como poupança, CDB, tesouro direto, fundos DI e renda fixa.

Para o plano de aposentadoria, é possível colocar o dinheiro num plano de previdência privada ou títulos do Tesouro Direto de longo prazo, além de investimentos em imóveis para alugar.

Investimentos mais arriscados como ações ou fundos multimercados devem ser acompanhados de perto. "A Bolsa está muito ligada ao imaginário, mas historicamente não vai bem no Brasil", diz Samy Dana.

 

Fonte: http://goo.gl/22eccR

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